Ministra anuncia comissão para acompanhar resposta das urgências de ginecologia e obstetrícia

Ministra anuncia comissão para acompanhar resposta das urgências de ginecologia e obstetrícia
Lusa/ António Cotrim

Marta Temido afirmou ainda que, a curto prazo, está prevista a articulação do SNS com hospitais privados e ainda a discussão de questões associadas à remuneração dos médicos em urgências hospitalares.

A ministra da Saúde deu esta tarde uma conferência de imprensa onde anunciou um plano de contingência de forma a resolver questões ligadas aos constrangimentos das urgências de ginecologia e obstetrícia.

A curto prazo, de forma a resolver problemas nos meses de verão, Marta Temido anunciou a criação de uma comissão para acompanhar a resposta das urgências de ginecologia e obstetrícia nos hospitais.

“A primeira resposta é de facto a criação de uma comissão de acompanhamento da resposta em urgência de ginecologia e obstetrícia e bloco de partos que integra cinco coordenadores regionais e um coordenador nacional”, adiantou.

Marta Temido mencionou ainda uma eventual articulação com os setores privados e sociais, afirmando que existiu “disponibilidade do setor privado, dentro das suas limitações, para nos apoiarem”. No que toca à remuneração dos profissionais a ministra da Saúde explicou que está prevista uma revisão das “questões associadas à remuneração médica em serviço de urgência”.

“Estamos em condições de amanhã ter uma reunião com os sindicados, discutir um projeto de diploma em matéria de remunerações em serviço de urgência. Proposta de solução que pensamos que responde às principais preocupações dos profissionais de saúde”, afirmou.

Soluções a longo prazo

A longo prazo e admitindo os problemas estruturais existentes no Serviço Nacional de Saúde, Marta Temido explicou que a mesma comissão criada para as urgências de obstetrícia, com a integração de mais profissionais e especialistas, será convidada a realizar um “novo desenho na da nova rede de referenciação hospitalar num prazo de 180 dias” fazendo dessa forma uma “revisão da rede de referenciação hospitalar na rede de urgência/emergência”.

No que diz respeito aos profissionais, a ministra garantiu que o governo “está empenhado em trabalhar, com ordem dos médicos, reforçar a capacidade formativa do país” reforçando a necessidade “de as alargar”.

Marta temido afirmou também que o Executivo está empenhado “em contrariar o fenómeno da dependência das nossas instituições de prestação de serviços”.