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Portugal

Morreu Jorge Coelho

Antigo ministro sofreu um ataque cardíaco fulminante em casa, na Figueira da Foz. Marcelo Rebelo de Sousa já reagiu à morte do "amigo" Jorge Coelho, que "influenciou a vida do país".

7 Abril, 2021 - 19:09

Inês Amado

Jorge Coelho morreu esta quarta-feira, aos 66 anos, na sequência de um ataque cardíaco em sua casa, na Figueira da Foz, segundo informação avançada pela SIC Notícias.

Natural de Viseu, o antigo dirigente do Partido Socialista integrou os dois Governos liderados por António Guterres, entre 1995 e 2002, como ministro Adjunto, ministro da Administração Interna e ministro da Presidência e do Equipamento Social.

Marcelo Rebelo de Sousa reagiu à morte de Jorge Coelho pouco tempo depois de a notícia ter sido tornada pública, sem “esconder o choque do conhecimento desta morte inesperada”.

“Ao mesmo tempo recordar o amigo e mais do que isso recordar uma figura que esteve presente na vida pública portuguesa durante três décadas como governante, como parlamentar, como conselheiro de Estado, como  dirigente partidário, como analista político e, mais tarde, como gestor empresarial”, afirmou o Presidente da República, sublinhando que “o seu estilo era muito próprio, feito de intuição, de compreensão rápida e antecipação daquilo que eram as correntes de opinião pública, de perspicácia analítica, de espírito combativo, por vezes polémico, mas de grande afabilidade”.

Por sua vez, António Costa dirigiu-se aos jornalistas, visivelmente emocionado com a notícia que tinha recebido pouco tempo antes, a partir da sede do PS, no Largo do Rato.

“Estamos todos naturalmente em choque com o falecimento surpreendente do Dr. Jorge Coelho”, começou por afirmar o primeiro-ministro, deixando palavras de condolências à filha e à mulher do seu amigo e camarada.

“Serviu com grande dignidade o Governo da República, que deixou há cerca de 20 anos, num momento trágico (queda da ponte Entre-os-Rios) que decidiu assumir pessoalmente a responsabilidade política por uma tragédia imensa”, relembrou António Costa, fazendo menção à atuação de Jorge Coelho no decorrer da tragédia da queda da ponte de Entre-os-Rios, em Castelo de Paiva, quando era ministro do Equipamento Social.

“Jorge Coelho foi um amigo de todos nós”, recordou o primeiro-ministro, sublinhando que “continuou a procurar servir o seu país, trabalhando no mundo empresarial e também investindo na sua terra, Mangualde, onde lançou uma queijaria, promovendo um dos produtos mais importantes da região que é o Queijo da Serra”.

António Guterres reagiu ao falecimento repentino de Jorge Coelho, considerando-o “uma grande perda para o país, mas sobretudo uma grande perda para os amigos e eram muitos”.

“Estamos todos desolados”, disse o secretário-geral das Nações Unidas e primeiro-ministro de quem Jorge Coelho foi “sempre o braço direito”.

Ao final da tarde de hoje, multiplicaram-se os testemunhos e homenagens a Jorge Coelho, não só de figuras ligadas ao Partido Socialista, mas também de outros quadrantes políticos.

Nas palavras de Luís Marques Mendes, a notícia que surpreendeu o país esta tarde é “um choque” de “enorme violência”.

“Recordo Jorge Coelho sempre com excelentes impressões: era um político carismático, corajoso, determinado, convicto, não deixava ninguém indiferente”, afirmou o advogado e político português.

Nos últimos anos, o histórico dirigente socialista dedicou-se à gestão de empresas, particularmente na sua terra, na cidade de Mangualde.

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