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Portugal

Motoristas em greve por tempo indeterminado

Os motoristas dos transportes de matérias perigosas começaram hoje uma greve por tempo indeterminado. Dentro de alguns dias os aeroportos podem paralisar já que os serviços mínimos apenas abrangem os hospitais e alguns lares.

15 Abril, 2019 - 15:25

Vítor Alvito
REUTERS/Ivan Alvarado

Desde a meia-noite desta segunda-feira que nenhum camião de transporte de matérias perigosas circula nas estradas portuguesas. Em causa está uma greve convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) com o objetivo de reivindicar melhores condições de trabalho.

Um dos problemas é “o número de horas a que estas pessoas estão expostas, que variam entre as 15 e as 18 horas diárias, algumas delas até com 20 horas de trabalho diárias a conduzir um camião de matérias perigosas”, refere, à Record TV, Pedro Pardal Henriques, advogado e vice-presidente do SNMMP.

Pedro Pardal Henriques lembra ainda que tempo a mais ao volante poderá, ainda, colocar em risco a vida não só dos motoristas como de todos os que diariamente circulam nas estradas.

“Existem pessoas com mais de 100 dias de férias em atraso dos diversos anos. E depois em troca de 600 euros por mês, ou 630 euros por mês, que é o salário destas pessoas”, acrescenta.

Para o dirigente é preciso ainda acabar com a falta de remuneração das horas extraordinárias. Muitos motoristas recebem compensação como “ajudas de custo” o que “prejudica em termos de acesso à reforma e a baixa médica” além de “lesar o Estado”.

Nesta greve que não tem data para terminar apenas está assegurado o transporte de matérias como oxigénio para os hospitais e para alguns lares. Ou seja, o abastecimento de combustível está em causa e pode começar a escassear rapidamente.

“O aeroporto, as bases aéreas, os postos de combustível, não há nenhum carro que tenha saído ainda hoje para fazer qualquer um destes serviços. A adesão é de 100 por cento. O que significa que dentro de dois ou três dias no máximo, ou até antes, porque ontem foi domingo, não existirá combustível para abastecer o cidadão comum”, refere o consulto jurídico.

Até que sejam os ouvidos os motoristas prometem continuar concentrados em Aveiras, Sines e Matosinhos junto aos principais locais de abastecimento das refinarias.

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