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Portugal

Mulher em risco de ser despejada de casa com os dois filhos menores

Exclusivo Record TV
Esta sexta-feira, Angelina Xavier de Sousa e os dois filhos menores, de 16 e 11 anos, iam ser despejados da casa onde vivem na Brandoa, Amadora.

15 Novembro, 2019 - 18:01

Daniela Carrilho

A solução encontrada foi separá-los e colocá-los em diferentes instituições.

Angelina trocou São Tomé por Portugal em 1998. Por cá, teve os dois filhos e trabalhou até julho do ano passado como empregada de limpeza. Pesa 170 quilos. Sofre de obesidade mórbida devido a questões hormonais e desenvolveu apneia do sono, problema que implica um acompanhamento regular.

A mulher espera há 13 anos por uma cirurgia. É acompanhada pelos hospitais de Santa Maria e Pulido Valente, em Lisboa. Faltou a algumas consultas na altura em que trabalhava, o que adiou o processo. Mas no dia 12 de dezembro saberá se vai poder, ou não realizar cirurgia.

Angelina está de baixa há cerca de um ano e meio por causa das dores causadas pelo excesso de peso. Devido aos problemas de saúde, que implicam custos altos em medicação, em janeiro deixou de conseguir pagar a renda da habitação, onde vive com os filhos, no valor de 250 euros.

Perdeu o direito à baixa, porque não se apresentou à junta médica. Angelina diz que houve trocas de correspondência e que não recebeu os avisos.

Atualmente recebe um total de 530 euros que se devem dividir por três pessoas, em gastos com  comida, medicamentos, deslocações para o hospital, consultas, contas da casa e renda.

De facto confirmámos que Angelina pediu ajuda a várias instituições, Câmara Municipal da Amadora, Junta de Freguesia de Encosta do Sol, Cruz Vermelha e à Segurança Social.

A 12 de agosto apresentou candidatura para a atribuição de habitação, conforme se pode ler no comunicado enviado pela Câmara Municipal da Amadora à Record TV.

“Angelina Maria Xavier de Sousa, apresentou candidatura a 12/08/2019, registada com o nº 676, indicando que se encontrava em risco de ficar sem alojamento nesta data, que se encontrava desempregada. (…) A candidatura, após análise, foi (…) validada para fogo de tipologia 2, existindo atualmente 301 candidaturas para esta tipologia, no total de 816 rececionadas desde 01 de Janeiro do corrente ano.”

Ou seja, não existem habitações disponíveis para serem atribuídas, uma vez que o Parque Habitacional Municipal, financiado ao abrigo do Programa Especial de Alojamento, tem como objetivo a demolição de barracas e realojamento de quem nelas residia. Por isso, a capacidade de resposta a estas é limitada.

Esta sexta-feira de manhã, voltámos à casa de Angelina que nos disse que tinha sido informada pela Cruz Vermelha, na noite de ontem, que o despejo foi adiado para o final do mês.

Também esta manhã, o Instituto da Segurança Social respondeu ao pedido de esclarecimento da Record TV dizendo que “têm sido enveredados esforços para solucionar a questão habitacional, sem que até à data se tenha obtido uma solução viável, a equipa solicitou junto do advogado do senhorio a prorrogação do prazo estipulado para libertação do imóvel”.

Garantiram ainda que o Centro Distrital de Lisboa continua a acompanhar o caso e a tentar arranjar uma solução. Angelina e os filhos têm assim mais quinze dias para encontrar um novo rumo.

Veja o vídeo:

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