fbpx
Select Page
Portugal

Partículas ultrafinas tóxicas poluem ar na zona do aeroporto de Lisboa

Um estudo da Universidade Nova de Lisboa revela que estas emissões dos aviões podem pôr em causa a saúde pública.

8 Setembro, 2019 - 16:25

Patrícia de Freitas

São caracterizadas por serem partículas ultrafinas e, para ser ter uma ideia, são 700 vezes mais pequenas do que um fio de cabelo. Invisíveis a olho nu, porém, capazes de causar sérios problemas na saúde humana. Os culpados são os aviões, responsáveis pela emissão destas partículas tóxicas ultrafinas.

Um estudo da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa e do Centro de Investigação em Ambiente e Sustentabilidade estabelece uma relação evidente entre o tráfego aéreo e os níveis destas partículas, concluindo que a concentração é entre 18 a 26 vezes mais elevada nas áreas influenciadas pelo movimento do aeroporto Humberto Delgado.

O bairro de São Francisco, Charneca do Lumiar, a zona do Campo Grande e as Amoreiras são especialmente afetados por estas emissões, pela rota de aterragem e descolagem das aeronaves. Mas o alerta é dirigido para todas as pessoas que trabalhem, residam ou passem um período de tempo considerável nas imediações do aeroporto, devido à grande exposição a estas partículas, capazes de provocar efeitos nocivos na saúde.

Além de complicações respiratórias e cardíacas, há suspeitas de que possam originar problemas neurológicos, afetar o desenvolvimento fetal e condicionar o desenvolvimento cognitivo das crianças. Os investigadores revelam que a Organização Mundial de Saúde está atenta e que, proximamente, deverá propor um limite para os valores de partículas ultrafinas presentes no ar.

Últimas

SHARE RECORD TV MAGAZINE

Record TV Europa