PJ investiga desaparecimento de homem em Torres Novas

PJ investiga desaparecimento de homem em Torres Novas
Reprodução Facebook
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A mulher de Filipe Silva foi esta quarta-feira ouvida como testemunha pela Polícia Judiciária e pelo Ministério Público. O desaparecimento do homem de 48 anos está agora a ser investigado como um possível homicídio.

As últimas horas em que Filipe Silva foi visto na aldeia de Alcorochel estão a ser reconstituídas pelos investigadores da brigada de homicídios da Polícia Judiciária. A investigação continua no terreno à procura de pistas que possam ajudar a deslindar o que aconteceu ao homem de 48 anos. Já recolheram contactos, registos telefónicos, passaram a pente fino a conta de e-mail de Filipe para tentar cruzar dados e versões de testemunhas.

Na versão da mulher, na manhã de dia 30 de dezembro, saiu de casa para levar os dois filhos à escola e quando regressou já não encontrou o marido. Ligou várias vezes para o telemóvel, mas nunca teve qualquer resposta. Diz nada saber o que aconteceu a Filipe.

Esta segunda-feira já tinha sido ouvida em casa, pela PJ mas esta quarta-feira, Sandra foi convocada para se apresentar nas instalações do Ministério Público de Torres Novas para voltar a ser inquirida. Na presença de duas advogadas, foi ouvida por uma magistrada e também pela PJ na qualidade de testemunha. A magistrada do Ministério Público entendeu que por existirem indícios de intervenção de terceiros, a investigação deveria passar para os inspetores da Polícia Judiciária.

Nesta altura, o caso do desaparecimento de Filipe Silva estará conotado como um possível homicídio, no entanto, todas as hipóteses continuam em aberto.

Na localidade de Alcorochel fala-se na hipótese de um negócio que tenha corrido mal. Filipe Silva estaria de baixa médica há um ano e meio por ter um problema numa perna e nesta altura dedicava-se à compra e venda de peças para automóveis.

De acordo com o relato de um popular, no mesmo dia em que desapareceu Filipe terá sido visto a conduzir um carro preto que não pertence à família. Certo é que existem ainda muitas pontas soltas que a PJ tenta agora reunir para perceber o que aconteceu ao homem de 48 anos.