“Portugal é um belíssimo país para nascer, para as grávidas e filhos”

Onze profissionais de saúde grávidas ao mesmo tempo no mesmo hospital
Lucas mendes Pexels.com
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País tem dos “melhores índices” de saúde maternoinfantil do mundo.

O ministro da Saúde afirmou que Portugal tem dos “melhores índices” de saúde maternoinfantil do mundo e que para os manter precisa de “reorganizar” a rede segundo as necessidades dos cidadãos e as regras de qualidade e segurança. 

“Hoje, e quero deixar esta mensagem de tranquilidade que é muito importante para as pessoas, Portugal é um belíssimo país para se nascer, é um belíssimo país para as grávidas e é um belíssimo país para os seus filhos. Temos um dos melhores índices de saúde maternoinfantil do mundo (…) E o que temos de fazer? Tomar as medidas necessárias para garantir que, no futuro, continua a ser assim, reorganizando a rede de acordo com as necessidades dos cidadãos e de acordo com as regras de qualidade e segurança”, afirmou Manuel Pizarro. 

Manuel Pizarro afirmou ser necessário garantir que “o sistema funciona” e tem “uma resposta de qualidade” para as grávidas, principalmente, para aquelas que têm de se deslocar a maternidades fora da área de residência para receber cuidados de saúde. 

“Felizmente, na maior parte dos casos, as respostas estão a ser dadas no tempo certo e não tem havido dificuldades. Estamos atentos nessa matéria”, assegurou, dizendo que, enquanto não há condições para retomar “em pleno” todos os serviços de cuidados maternoinfantis, são necessárias “medidas de contingência”.

Questionado sobre os constrangimentos existentes em alguns serviços de obstetrícia do país, o ministro afirmou que “no imediato” é preciso garantir “a previsibilidade desses acontecimentos”. 

“Sabemos com antecedência os problemas que vamos ter num e noutro caso, e isso permite reorientar o conjunto da rede de serviços (…) Desde que saibamos, com antecedência, que há um problema ali e outro acolá, podemos reorientar as grávidas que precisam de cuidados para essa unidade que está a funcionar e é isso que temos de fazer”, referiu. 

Considerando que reorientar as grávidas para outras unidades de saúde é “uma solução indesejável”, Manuel Pizarro reforçou a necessidade de “assegurar” que a reorganização da rede vai “permitir o funcionamento permanente de todos os serviços”.