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Seixal: Polícias não tiveram hipótese de salvar pequena Lara

Homicida matou a filha de dois anos pouco depois de ter esfaqueado mortalmente a ex-sogra. Imagens de videovigilância confirmam que Pedro Henriques viajou de comboio para Pombal na manhã do crime, 4 de fevereiro.

22 Fevereiro, 2019 - 16:12

Carla Pereira Dias

A Polícia Judiciária acredita que Pedro Henriques matou a filha momentos depois de assassinar a ex-sogra.

O caso colocou polícias em alvoroço e fez estremecer as estruturas governamentais porque, mais uma vez, um crime de violência doméstica tirou a vida a uma mulher, mas também a uma criança de apenas dois anos. As respostas encontradas ao longo da investigação da Polícia Judiciária revelam que as polícias praticamente não tiveram hipótese de salvar a menina de dois anos. Pedro matou a filha pouco depois de assassinar Helena Cabrita.

Segundo apurou a Record TV junto de fonte ligada à investigação, os registos de videovigilância confirmam que Pedro Henriques apanhou o comboio para Pombal por volta das 11:00 de 4 de fevereiro. Duas horas e meia depois de ter assassinado a ex-sogra com dezenas de facadas.

A Record TV sabe que as perícias médico-legais revelam que a menina foi morta por asfixia, cerca de 18 horas antes de ter sido encontrada na bagageira do carro. Pedro matou a pequena Lara com as próprias mãos e com a ajuda de uma peça de roupa.

Os dados recolhidos durante a intensa investigação aos crimes do Seixal revelam que Sandra Cabrita estava na mira da fúria do homicida. Se a ex-companheira estivesse em casa naquela manhã, o desfecho poderia ter sido ainda mais violento.

A investigação não está terminada, mas as perícias mostram que Pedro Henriques poderá ter premeditado tudo. Os movimentos que fez na semana anterior à dos crimes sustentam uma de duas teorias da Polícia Judiciária. Ou preparava-se para matar ou para fugir com a criança de dois anos. Mas a discussão matinal com o ex-sogro, no dia em que o Tribunal de Família e Menores decidia a guarda da criança, poderá ter instigado ou mudado os planos do homicida.

Na carta que deixou escrita, Pedro nunca fez referência ao ex-sogro. O ódio e as acusações foram atribuídos sempre a Sandra e a Helena.

Apesar de Pedro Henriques ter posto fim à própria vida, a Polícia Judiciária quer obter todas as respostas possíveis.

O crime violento fez o país despertar para a dura realidade da violência doméstica. O governo criou um gabinete para insistir na prevenção e na sensibilização das polícias e dos magistrados. Desde então, praticamente todas as pessoas detidas têm ficado em prisão preventiva, a medida de coação mais gravosa.

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