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Portugal

Sete detidos por crimes de branqueamento e fraude fiscal

by 15 Maio, 2019 - 14:51

PJ deteve cinco homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 25 e os 50 anos.

by 15 Maio, 2019 - 14:51

Record TV

A Polícia Judiciária deteve hoje sete gestores por alegados crimes de branqueamento, fraude fiscal qualificada e gestão danosa, no Porto.

A detenção ocorreu na sequência de buscas domiciliárias e não domiciliárias realizadas no Norte.

Em comunicado, a PJ explica que as detenções foram levadas a cabo pela Diretoria do Norte, na sequência de um inquérito intitulado pelo Ministério Público – DIAP de Paredes e no âmbito de uma “operação policial para cumprimento de mandados de detenção fora de flagrante delito e de buscas domiciliárias e não domiciliárias, pela presumível prática de crimes de branqueamento, fraude fiscal qualificada, fraude na obtenção de subsídio e insolvência dolosa”.

A nota de imprensa acrescenta ainda que a detenção envolveu “cerca de 70 investigadores” e “inspetores tributários da Direção de Finanças do Porto da Autoridade Tributária”, que realizaram as “22 buscas domiciliárias e não domiciliárias nos concelhos de Paredes, Paços de Ferreira, Vila Nova de Gaia, Vila do Conde, Santa Maria da Feira e Matosinhos”.

De acordo com a PJ, a operação batizada de “Prazo Final” deteve sete indivíduos, cinco homens e duas mulheres, com idades compreendidas entre os 25 e os 50 anos, fortemente indiciados pelos referidos crimes.

O principal arguido é sócio-gerente de uma sociedade comercial do ramo imobiliário que é acusado de engendrar um esquema criminoso recorrendo a esquemas de faturação fraudulenta com a participação de responsáveis de outras sociedades.

Segundo a PJ, este arguido, “com a comparticipação principal de outros arguidos dentro da sua esfera familiar, orquestrou um plano que consistia em simular a aquisição de equipamentos ou máquinas industriais como novas, quando na verdade se tratava de equipamento usado, sendo o seu valor real bastante inferior ao declarado nas faturas”.

“Ao empolarem os valores das aquisições, em conluio com outras sociedades, suas fornecedoras, apresentaram um projeto de financiamento junto do Programa Portugal 2020, dando uma aparência de normalidade às transações efetuadas e que sustentaram a emissão de faturação falsa no período que mediou, pelo menos, desde maio de 2015 a agosto de 2016”, refere ainda a nota de imprensa.

Segundo a PJ, “através da Agência Para o Desenvolvimento e Coesão”, os arguidos lograram obter “um montante global de subsídios comunitários de cerca de 3,1 milhões de euros, valores que efetivamente receberam e dos quais se apropriaram, vindo a transferir tais valores para a sua esfera patrimonial, usando-os em proveito pessoal”.

No decurso da operação policial, a polícia apreendeu “várias viaturas automóveis, equipamentos informáticos e telemóveis”, bem como “variada documentação de natureza contabilística e fiscal com interesse probatório”, sendo os detidos “presentes à competente autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas”.

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