Regionalização: é mesmo necessária?

Regionalização: é mesmo necessária?
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Divisão de Portugal em regiões, sim ou não, é a reportagem especial desta semana.

Portugal é um dos poucos países da União Europeia que não avançou para a regionalização, apesar de ela estar inscrita na Constituição Nacional.

O referendo de 1998 foi chumbado pelos portugueses e desde aí o processo ficou-se pelas intenções.

93% dos organismos da administração central do Estado português está concentrado em apenas 3% do território nacional. Das 698 instituições do Estado, apenas 48 estão espalhadas pelo país, estando as restantes 650 sediadas na capital.

Lisboa é a região mais rica de Portugal, com um PIB per capita próximo dos 25 mil euros, quase 30% acima da média nacional e próximo dos países mais ricos da União Europeia. Mesmo assim, entre 2000 e 2010, apenas duas regiões do país convergiram com a média da UE: a Região Autónoma dos Açores e a Região Autónoma da Madeira, as duas únicas com autonomia administrativa. Já o Norte e o Centro do país são as duas regiões de Portugal continental com um PIB per capita próximo dos países pobres do Leste e Sul da Europa.

Portugal é um dos mais centralizados da OCDE, está no sexto lugar de uma tabela de 35, e ao mesmo tempo está entre os menos desenvolvidos.