O projeto ‘Irmãos’ reúne estes dois populares cantores brasileiros e nasceu na pandemia, após um live com o mesmo nome, que somou mais de 10 milhões de visualizações.

Sobre o espetáculo, também apresentado em Portugal, os cantores falaram ao ‘Palco Record’.

Como foi o reencontro com o público, com o concerto ‘Irmãos’?
Alexandre Pires
: Foi maravilhoso. Foi uma sensação de vitória, de superação e de gratidão, principalmente com o público português, que foi sempre muito generoso com a música brasileira. São, literalmente, nossos irmãos.
Seu Jorge: depois de tanto tempo sem poder ver o público, foi um prazer tocar em Portugal. Temos muitas coisas em comum, principalmente o ‘petiscar’, que nós amamos. [risos]

O que sentem que o público vos devolve nos espetáculos?
AP
: Muita energia. É muito gratificante atravessar o oceano e ouvir as pessoas a cantarem as nossas canções. Sempre que a gente vem é esta energia. O público cantou todas as canções.

E qual é o estilo de ‘Irmãos’?
SJ
: Este espetáculo nasce de uma transmissão em live, de um momento que foi complexo para os artistas. Então, o espetáculo é ótimo tanto para nós, quanto para o público, que ficou sem ir a concertos durante muito tempo. Estavam com os pulmões cheios para cantar.

Entrevista Alexandre Pires e Seu Jorge
Rita Rosado, apresentadora do ‘Palco Record’, com Alexandre Pires e Seu Jorge | © Record TV Europa

Mesmo sendo um espetáculo para se estar sentado, as pessoas não obedecem… [risos]
AP
: É um show um tanto ou quanto irresistível. Tem as suas nuances, energia, alegria e é dançante. É claro que há os momentos intimistas, nas partes acústicas, mas o pessoal não para. Não dá mesmo para ficar sentado.

‘Eu Sou o Samba’ é a música que têm em conjunto. Ela define-vos?
AP
: O samba continua a ser o ponto de referência musical mais importante do Brasil, mesmo fora dele. O samba vem de muitos representantes. É honroso sermos brasileiros e levarmos esse género tão aclamado.

E têm noção de serem dos artistas brasileiros mais populares em Portugal? Isso tem algum peso especial?
SJ
: A música popular brasileira está presente há muitos anos. Como temos essa missão, procuramos preencher este lugar e não deixar desabastecido. É nisso que Portugal nos abraça. Sou muito grato em ter o carinho das pessoas que cantam as nossas músicas.

Sentem-se mais do que ‘irmãos’ em palco?
SJ
: Estamos muito felizes com esta parceria, porque já nos conhecemos há muitos anos. Já fizemos outros projetos juntos, de todos os tipos, já gravamos juntos. Mas quando surgiu esta oportunidade, por força das circunstâncias, não havia como não criar esta unidade.

E para além da música, o que vos une dentro e fora do palco?
AP
: Fora do palco é, principalmente, a admiração que tenho pelo Seu Jorge. Eu, a minha família e o Brasil todo amamos as músicas dele. Ele é diferente, único, tem uma voz deslumbrante, é forte e tem uma história bonita na música e na sociedade. Já no palco, é só alegria, a gente comunica pelo olhar.
SJ: Quando comecei a minha carreira no Brasil, o Alexandre já era um sucesso estrondoso. Poder encontrá-lo nesta vida é um privilégio e fazer música com ele também. Temos as mesmas raízes musicais, identidades… A admiração é mútua e completa.

Do que fala o vosso samba?
SJ
: É o manifesto de um povo, de uma expressão de gente brasileira, de gente mestiça, de gente que manifesta através do ritmo os seus sonhos, as suas observações sobre a vida, os pontos onde se encontram com as suas raízes, com as suas religiosidades, particularidades, manifestações rítmicas, poesias que invadem o coração e a mente… e fazem-nos viajar.

Para finalizar, este é um projeto diferente e pessoal?
SJ
: Ele transformou-se em algo pessoal. Tudo começou com uma manifestação para estarmos perto do povo brasileiro e do mundo inteiro, num momento onde entendemos que íamos ficar muito tempo sem nos aproximar novamente. O único recurso que tínhamos era a evolução digital, que nos permitiu fazer um dos lives mais aclamados do Brasil nesse período. E esse direto deu origem a todo o resto.

FONTE© Record TV Europa