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Os Calema são uma dupla de irmãos de São Tomé e Príncipe. Eles são a prova de que trabalhar em família também dá certo. António e Fradique receberam a Record TV Europa nos bastidores de um concerto e partilharam as suas experiências de carreira até ao momento.

[00:00:31] O meio em que crescemos influencia muito aquilo que fazemos ao longo da nossa vida. Acham que este é um dos motivos pelos quais vocês estão, hoje em dia, a trabalhar?
António: É verdade, sim. Algo que aprendemos no nosso percurso é que a estrada nos torna aquilo que nós somos hoje. As pessoas que encontrámos e os desafios e barreiras que conseguimos ultrapassar moldaram-nos de certa forma a resolver todo o tipo de problemas.

[00:01:07] O que é que vos influenciou a seguir o caminho da música?
Fradique: Quando éramos pequenos e estávamos em casa, tínhamos o hábito de ouvir sempre muita música de todo o mundo, mais propriamente as brasileiras, o sertanejo. Essas músicas fizeram parte da nossa história e influenciaram muito a nossa sonoridade, a vibe e melodias, e influenciam até hoje. O facto de termos nascido em São Tomé e Príncipe e de carregarmos toda essa identidade cultural é, de facto, uma grande influência.

A: A música apareceu de uma forma muito natural. Dizemos sempre que foi a música que nos escolheu. Quando saíamos para ir à praia, jogar à bola ou à pesca, cantávamos sempre. Mesmo que não quiséssemos seguir profissionalmente a música, íamos estar sempre com a música dentro de nós. Os nossos pais e amigos também acabaram por nos influenciar mais a levar isto mais além.

[00:02:55] Num certo momento da vossa vida vão para França e participam num concurso de talentos. Sentem que isso foi um ponto de viragem na vossa carreira?
F: Fez-nos entender, mais ou menos, o nível em que estávamos e o que é que precisávamos de melhorar. Estávamos em França num período difícil economicamente, tanto que a empresa onde o meu pai trabalhava aqui em Portugal foi à falência, por isso também foi para esse país, fomos todos. Era uma realidade completamente diferente, tivemos que nos habituar e adaptar com muita coisa. Passámos por muitas dificuldades e mesmo assim continuamos a lutar pela música. Foi muito complicado, mas aquele concurso trouxe-nos um enorme despertar em nós.

[00:04:19] O vosso próprio nome, Calema, tem um significado…
F: Calema significa ondas e nós somos as ondas que trazem carinho, amor, sol, alegria, ‘boa vibe’, tanta coisa!

[00:04:34] Acreditam que essa vossa ‘boa vibe’ consegue ser passada para o público?
F: Sim, sem dúvida. Quando descemos do palco, as pessoas vêm dizer que adoram a nossa energia e luz. Isso é ótimo.

A: As pessoas quando vão a um concerto nosso querem ter um bom momento e nós cantamos porque também queremos ter a mesma sensação. Adoramos estar no palco e cantar músicas. Nós sentimos mesmo isto, é uma energia incrível!

[00:05:48] Ao longo do tempo vão tendo também algumas parcerias. Já contactaram com alguns artistas e, recentemente, fizeram uma música com os Anjos, a ‘Frágil’…
F: É verdade, os Anjos… Os Anjos são uns artistas que já conhecemos há algum tempo e já eramos fãs deles desde São Tomé e Príncipe.

A: Lembro-me de quando nos encontramos da primeira vez, sentimos logo uma ‘vibe’ muito boa. Este projeto já estava na ‘cozinha’ há muito tempo, mas vimos que agora era o momento para lançarmos e foi uma experiência mesmo boa. São excelentes profissionais, excelentes músicos e pessoas…

F: Agora o António vai ficar um ano sem elogiar os Anjos, porque já esgotou os elogios todos! [Risos] 

Nós nunca sabemos se uma música vai funcionar ou não, mas temos a certeza de que ela vai ter todo o nosso amor.

[00:08:32] Com que artistas é que ainda sonham trabalhar?
A: Para o próximo álbum já temos uns artistas em mente. Por isso, fiquem atentos!

F: Eu por exemplo adoraria ter uma música com o Bruno Mars! Entrar em estúdio com ele ia ser uma experiência incrível.

[00:10:26] Qual é o segredo para se manterem com os pés assentes na terra à medida em que as coisas começam a correr cada vez melhor?
A: Temos que nos lembrar sempre de onde nós viemos, o nosso percurso, as barreiras que foram ultrapassadas e manter sempre a calma.

F: Persistência, profissionalismo e reconhecer que tudo o que acontece é importante. 

A: Desde que seja sempre sincero, com emoção e verdadeiro.