Cantor, compositor, letrista, produtor musical e arquiteto, o nosso entrevistado ‘respira’ música desde pequeno. Aos 19 anos viajou para Lisboa com o objetivo de desenvolver o seu projeto a solo. Filipe Keil lançou recentemente o seu novo disco, ‘Prisma’. Nesta conversa, o artista fala de saúde mental, ansiedade e incerteza.

Lançaste recentemente o álbum ‘Prisma’. O que este disco significou para ti?
O ‘Prisma’ é, sem dúvida, uma nova forma de ver a ansiedade e o medo. Nestes temas procurei trazer um pouco de resiliência sobre certos momentos em que fui vivendo ao longo do meu crescimento. Este é dos trabalhos mais pessoais que fiz.

Falas sobre saúde mental, medos e incertezas. Sentes que é importante, não só para ti como para as pessoas, abordar estes assuntos?
Sim, sem dúvida. Foi uma das necessidades que senti ao construir este disco e o meu primeiro single, ‘Desligado’, teve a ver com querer tirar alguma pressão mediática que as redes sociais causam em nós. 

É importante, às vezes, afastarmo-nos um bocado e ver de outra forma aquilo que nos rodeia

Dizes que este teu disco é um “conforto”. De que forma é que vai confortar as outras pessoas?
Através da escrita, o meu disco poderá chegar a muitas pessoas. Para além disso, também poderá chegar através da orquestração, dos arranjos musicais e da mensagem em geral. É uma pequena viagem entre a pop muito energética e a reflexão. Isso é muito bom.

Sentes que este disco conforta o teu lado mais frágil e vulnerável?
Sim, sem dúvida. Isso tem a ver com a minha forma de estar na vida, que é contruir ideias e músicas. Este processo é bom e conforta-me imenso.

FONTED.R.