Humorista e digital influencer, marcou diariamente a vida dos fãs de ‘A Fazenda – Tudo a Ver’ com a sua boa disposição e energia contagiante. Rico Melquiades participou e foi o grande vencedor da 13.ª edição do reality show. Hoje é um dos rostos mais mediáticos no Brasil e conseguiu cumprir o seu grande sonho: trabalhar com Rodrigo Faro!

Como te sentiste após vencer a 13.ª edição de a ‘A Fazenda – Tudo a Ver’?
A minha ‘ficha’ demorou tempo a cair, e só passado algum tempo é que assimilei tudo o que aconteceu após vencer o reality show. Foi tudo muito rápido e mudou muito a minha vida.

Como está a ser a tua ‘nova’ vida?
Quando estou na rua, as pessoas conhecem-me, param o carro para falarem comigo, gritam o meu nome, até os famosos me seguem no Instagram e fizeram campanha para que eu ficasse no reality até ao fim… Ainda me estou a acostumar, mas é tudo inacreditável! Ainda não acredito no que está a acontecer comigo, parece um sonho!

Quando estavas dentro da Fazenda, houve algum momento em que pensaste que podias ser o vencedor?
Eu nunca consegui perceber que ia ganhar o reality. Não foi fácil, pois tive chatices lá dentro com muitas pessoas e achava que a qualquer momento o público ia tirar-me de lá. Por causa do meu temperamento, por eu dar sempre a minha opinião… Muitas vezes, os meus colegas colocavam coisas na minha cabeça para eu pensar que estava mal. Um exemplo disso foi a minha disputa com a Day. Começaram a dizer que eu enfrentava as mulheres propositadamente e isso não era verdade. Eu defendo as mulheres, no entanto, havia coisas que a Day fazia que eu não concordava – e não é pelo facto de ser uma mulher que eu ia deixar de discordar de uma opinião. Eles queriam pôr na minha cabeça que eu estava sempre errado por ter feito isso com uma mulher. Então, eu achava que as pessoas cá fora estavam a odiar-me, o que fazia com que ficasse bastante triste.

Houve momentos difíceis, em que perdeste a tua energia e boa-disposição naturais…
Eu não quero ser inimigo de ninguém. Mal ou bem, essa experiência faz parte da minha história. Muitos dos ex-fazendeiros não são pessoas que eu queira para amigos. No entanto, se eu vir na rua eu falo com eles, cumprimento, se precisarem de mim eu ajudo e converso. Não tenho esse problema, mas claro que não quero estar próximo, porque são pessoas que não querem ser minhas amigas. Elas fizeram-me sofrer muito, de verdade. Ficava angustiado, com ansiedade e nervosismo dentro de mim e, por isso, pensei várias vezes em desistir. 

[No programa ‘A Fazenda -Tudo a Ver’] cheguei a sentir-me muito mal lá dentro com as pessoas, porque elas tentavam excluir-me e deixar-me sozinho

A tua grande amiga dentro da Fazenda era a Érika, que saiu cedo do programa. Onde é que foste buscar apoio nesses momentos para conseguires reerguer-te e seguir em frente?
Foi de ‘joelhos no chão’. Eu falava muito com Deus e pedia muita força. Orava muito, porque houve muitos momentos difíceis. Focava-me muito em Deus e nas energias positivas. Sentia que as pessoas diziam para eu aguentar, essas energias faziam com que eu continuasse lá. Quando saí, as pessoas na rua abraçavam-me e foi muito especial!

Nesses encontros com os fãs na rua, qual a frase ou momento mais marcantes?
“Eu chorei contigo” foi a frase que mais me marcou quando ouvi. Nunca pensei que as pessoas que estavam aqui fora poderiam estar a chorar comigo. Houve um senhor que me disse que encontrou a sua esposa a chorar em casa. Ele perguntou-lhe qual o motivo do choro e ela respondeu que era por minha causa. O motivo era eu. A mulher do senhor disse-lhe que estava a chorar porque eu estava a sofrer lá dentro, então chorava ‘comigo’. Isso marcou-me muito, porque foi nesse momento que eu soube que afinal não tinha estado sozinho. Só quando saí de lá apercebi-me isso.

Qual foi o melhor momento para ti, aquele em que te sentiste mais feliz?
Ouvir “Rico, és o vencedor de ‘A Fazenda – Tudo a Ver’”. Esse foi o momento em que eu respirei e pensei que não estava assim tão errado. Quando eu soube a percentagem – 77,47% dos votos – achei ainda mais que era tudo surreal, pois era uma percentagem muito alta!

Onde vais buscar tanta criatividade para os nomes que inventas? ‘Cobra caninana’, ‘maracujá de gaveta’, ‘calada vence’…
A expressão ‘cobra caninana’ eu ouvi numa novela há muitos anos. Era uma história em que o rapaz chamava esse nome a uma mulher por ela ser muito perigosa. No caso de ‘calada vence’, lembro-me que estava num evento no Rio de Janeiro quando ouvi e gostei muito. E acabei por usá-la, tanto dentro como fora da Fazenda.

Qual é o teu sonho a nível profissional?
Pela admiração que tenho por ele, sonhava trabalhar com o Rodrigo Faro, na Record TV. E, felizmente, consegui cumprir esse sonho [Rico é conselheiro amoroso na rubrica ‘Vai dar Namoro’, emitida todos os domingos no programa ‘Hora do Faro’]! E estou a adorar!

FONTE© Antonio Chahestian