Começou a tocar teclado com oito anos e, a partir desse momento, nunca mais parou. É um dos mais populares cantores românticos de Portugal. A Record TV lançou-lhe um novo desafio: representar Portugal no programa ‘Canta Comigo Teen’, no Brasil.

Como recebeste este convite para representares o nosso país no Brasil, como jurado neste talent show de grande sucesso?
Estou ligado ao Brasil desde sempre, aliás, os meus filhos são luso-brasileiros. Sempre tive um grande carinho pelo país e pelos brasileiros. De facto, este convite da Record TV Europa enche-me de grande orgulho e satisfação. Poder ser o único português num painel de 100 jurados, num programa de grande sucesso – que é o ‘Canta Comigo Teen’ – deixa-me imensamente feliz. Estou muito entusiasmado e espero, do fundo do coração, poder representar bem a Record TV Europa e os portugueses no programa do Rodrigo Faro.

Quais são as tuas expectativas para o ‘Canta Comigo Teen’?
Antes de viajar, disse que não ia ao Brasil por acaso. Já não ia há mais de 20 anos… Acho que nada acontece por acaso. A minha vida tem sido pautada por isso. Ter ido ao Brasil, estar com pessoas que só vejo na televisão e poder levar um ‘bocadinho’ daquilo que eu faço para me conhecerem melhor, deixou-me muito feliz. Acredito que algo vai acontecer, não sei… Está nos pensamentos de Deus, como costumo dizer. [risos] De certeza que há um propósito e que algo muito bonito vai surgir.

O que um concorrente tem de ter para te cativar?
Acima de tudo ter talento. O talento é algo que não se compra, ou se tem ou não tem. No entanto, não podemos esquecer que vamos lidar com crianças e adolescentes. Quando são jovens até aos 16 anos temos de ter algum cuidado na forma como vamos abordar. O Brasil já nos mostrou que o talento abunda em todo o lado. O povo brasileiro tem muito ritmo e musicalidade, isso vê-se logo desde uma tenra idade.

Quando temos um sonho nunca devemos desistir dele. No entanto, também acho muito importante fazermos uma autocrítica. Às vezes, ter o sonho não é suficiente para conseguir fazer-se algo



O programa tem concorrentes e jurados oriundos de vários pontos do mundo. O facto de estares com muitas pessoas conhecidas fez com que tivesses um maior sentido de responsabilidade?
Sim, principalmente quando saímos de uma pandemia onde a música foi muito afetada – tanto em Portugal como no resto mundo. Os artistas, compositores, técnicos e todas as pessoas que estão ligadas a esta arte foram prejudicados. Agora, podermos, de certa forma, dar o nosso grito de revolta e mostrar que estarmos vivos é ótimo. Ninguém consegue imaginar um mundo sem música. Poder atravessar o Atlântico e ir ao ‘país irmão’, em representação da Record TV, foi muito bom. Fui muito bem recebido.

Já tens uma longa ligação à música. Que conselho dás a quem está agora a iniciar carreira e a tentar vingar?
Quando temos um sonho nunca devemos desistir dele. No entanto, também acho muito importante termos um espelho em casa e fazermos uma autocrítica. Às vezes, ter o sonho não é suficiente para conseguir fazer-se algo. É preciso trabalhar – como tudo na vida – e estudar. É fundamental investir em formação musical para saber aquilo que se está a fazer. Um médico para ser médico tem de ir estudar para a universidade. A formação é muito importante para que não haja sonhos que fiquem só pelos sonhos.

Aproveitaste a paragem forçada imposta pela pandemia para criar?
Sim, dediquei-me muito à composição, à escrita e a fazer os meus próprios temas.

Por escreveres as tuas próprias músicas, o processo de criação é mais especial?
Completamente. Durante todo o processo criativo, coloquei o meu coração e a minha alma. Acho que a minha família – esposa e filhos – presenciou as horas e horas que eu passava em frente a um computador e a um piano a expor tudo aquilo que sentia. Acho que as pessoas vão sentir isto. Há duas músicas que o público não conhece, que são a base para a minha promoção de verão. As pessoas vão gostar imenso. Para quem segue o meu trabalho há 23 anos, vai, com certeza, ter o disco em que conhece mais músicas.

Gosto de cantar ao espelho e de gostar daquilo que estou a ouvir. Isso é muito importante, porque isso dá-te uma maior dose de confiança

 

Imaginando que uma carreira musical é uma receita. Quais são os três ingredientes de base necessários?
Primeiro, acho que é a humildade. Quem pensa que já é o que não é, é melhor nem sequer começar. Não dar as coisas por garantidas também é muito importante. Às vezes temos um sucesso e pensamos que vai ser assim para sempre… não vai, é mentira. Para finalizar e, porque é o mais importante, é preciso trabalhar. Gosto de me olhar ao espelho e ver aquilo que estou a ver. Gosto de cantar ao espelho e de gostar daquilo que estou a ouvir. Isso é muito importante, porque isso dá-te uma maior dose de confiança.

Consideras que é fundamental teres pilares na tua vida?
Claro que sim. Todos nós vivemos de referências e pilares daquilo que queremos fazer. A formação – seja vocal ou musical -, mais uma vez, também é crucial. É importante investir no instrumento, seja ele piano ou guitarra. Assim há mais facilidade de nos conhecermos, de nos acompanharmos a nós próprios e de compormos os nossos temas. Tudo isso é um processo que não pode ser eliminado.

FONTE© Record TV Europa