Pedro Tatanka, Ciro Cruz e Miguel Casais são os nomes dos fundadores da banda The Black Mamba. O grupo, formado em 2010, é um dos que tem atualmente mais destaque na música portuguesa. A participação no Festival Eurovisão da Canção 2021, com a música ‘Love is on My Side’, catapultou-os para a fama e, agora, em conversa com a Record TV Europa revelam alguns dos projetos futuros.

Com certeza o público já reparou nos inúmeros chapéus do Tatanka. Miguel, consegues estimar o número aproximado de quantos ele terá?
Miguel Casais: É impossível dizer. São muitos! [risos]

O que mais os une enquanto banda? É a amizade?
Pedro Tatanka: É a música essencialmente. Pessoalmente, conheci-os a quase todos através da música, mas, claro, que depois vieram outras coisas. Veio uma amizade enorme. Temos um companheirismo gigante que é aquilo que nos mantém muito fortes e sólidos enquanto banda. Somos muito unidos, só assim é que a banda pode prosperar.

A cultura portuguesa é algo que também vos une. Qual é a sensação de carregá-la pelo mundo fora? Há uma maior responsabilidade?
M.C.: É uma grande responsabilidade, embora não façamos música tradicional portuguesa. O nosso som é muito inspirado na música afro-americana dos anos 1960/70, mas somos portugueses também.

Quando os singles são lançados individualmente pode parecer que não tem um grande significado, mas tem

‘Love is dope’ é o vosso último orgulho. Qual é o sentimento depois deste lançamento?
P.T.: É o nosso último filho, não é? [risos] Já temos uns tantos, mas este é um ‘filho’ que se insere no próximo disco – que sairá brevemente. É uma história passada em Amesterdão nos anos 1970, final dos anos 1960. Em termos musicais, é um género de música afro-americana dos anos 1970, com soul, funk e outras sonoridades clássicas. No entanto, colocámos um toque moderno também. Há uma data de sons que não existiam nessa altura, bem como a maneira de produzirmos a música e a sua própria estrutura. A nível de história, este disco aborda uma relação tóxica, que tanto é uma relação de amor como de dependência – e que também pode ser as duas coisas ao mesmo tempo. Às vezes, uma relação de amor também se torna em algo tóxico e com dependência. Quando esta história for inserida no trabalho completo, as pessoas vão perceber mais o que cada um dos singles que temos vindo a lançar querem dizer. 

 

FONTE© Record TV Europa