Juntaram-se em 1978 e desde então não pararam! Os Xutos & Pontapés são uma das bandas portuguesas mais icónicas. O grupo rock tem grandes sucessos como ‘À minha maneira’, ‘Circo de feras’ e ‘Homem do leme’. Entrevistámos dois dos elementos, o vocalista Tim e o guitarrista João Cabeleira, que falaram sobre o sucesso e o lugar único que ocupam na música contemporânea portuguesa.

‘Duro’ é o vosso álbum mais recente que comemora 40 anos de carreira da banda. De que forma é que este álbum é especial para vocês?
Tim: É muito especial. O nosso fundador Zé Pedro estava muito doente e faleceu a meio do disco, então tivemos que fazer mais alguns temas.

Depois da tour que fizeram recentemente, quais são os planos para o futuro?
João Cabeleira: A nossa vida é isto. Vamos continuar a fazer o que gostamos. Já temos inúmeros temas nos quais estamos a trabalhar para fazermos outro disco. Já temos a agenda de espetáculos marcados como costumamos ter – e ainda bem.

Passados estes dois anos, felizmente, temos tido muitos espetáculos e concertos

O público conhece de cor muitas das vossas letras. Qual a que vos emociona mais?
T: Não sei. [risos] A minha preferida e que sempre me surpreende é a ‘Circo de feras’ [música lançada em 1987]. Já teve uma versão dos Titãs [banda de rock brasileira, formada em 1982], por isso é um gosto enorme sempre que a ouço.

A vossa banda poderia ter outro nome: Beijinhos e Parabéns. O que pensam sobre este nome?
T: Eu sou mais novo do que os próprios Beijinhos e Parabéns. Esse era um projeto de banda de garagem com dois elementos: o Zé Leonel na voz e o Zé Pedro na guitarra. Chamavam-se Beijinhos e Parabéns. Eles convidaram um outro guitarrista para ouvir o projeto e ele disse “Vocês deviam chamar-se Xutos & Pontapés” – e assim ficou. [risos].