Por cá, dar ou não gorjeta após receber um serviço fica ao critério de cada um, mas não é bem assim em todo o lado. O sistema de gratificação varia de país para país. E se em alguns é uma prática quase obrigatória, noutros pode ser insultuosa.

 

1Estados Unidos

Estados Unidos
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Nos EUA, como no Brasil, a gorjeta é quase ‘obrigatória’, visto que representa uma fonte de rendimento para os trabalhadores. A cortesia é esperada em vários sectores – da restauração à hotelaria, passando pelos táxis – e é até regulada por tabela. A percentagem é definida em função da qualidade do serviço e varia entre 10 e 20%. Por norma, o valor é decidido por quem paga. Contudo, há exceções. Nos restaurantes, por exemplo, quando os grupos são grandes, a gorjeta vem muitas vezes já incluída na conta.

2Itália

Itália
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Nas regiões italianas com mais turismo, como Roma, Florença e Veneza, o costume de dar gorjetas está a tornar-se quase obrigatório. É muito comum que o termo ‘servizio’ surja na conta, e isso significa que foi feita a inclusão de 10% de gorjeta no valor total. Assim sendo, não é necessário dar algum extra. Nas restantes regiões do país, embora não seja considerado rude não deixar gorjeta, os prestadores de serviços turísticos têm essa expectativa.

3China

China
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Não é prática corrente dar gorjetas na China, sobretudo entre os habitantes locais. Em algumas regiões receber gorjeta é até um crime previsto por lei. Contudo, nas grandes cidades, como Hong Kong, os profissionais da área do turismo, como os guias de viagens, contam sempre com essa oferta. Nestes lugares de maior afluência, os restaurantes já incluem uma taxa de 10% na conta.

4Argentina

Argentina
D.R.

Na Argentina, ao contrário da maioria dos países da América do Sul, a gratificação não está incluída no preço final dos restaurantes. Por isso, o costume é deixar 10% extra ao empregado de mesa. Nos táxis é comum arredondar-se a conta e deixar o troco com o motorista.

5Japão

Japão
D.R.

Na ‘terra do sol nascente’, ao contrário de muitos outros países, gratificar a prestação de qualquer serviço é considerado uma grave ofensa. Para os japoneses, dar uma gorjeta é colocar-se numa posição social superior, o que é visto como insultuoso. Segundo esta lógica, a conta já traduz o valor justo para que o cliente tenha o direito de ser bem servido. Já agora, saiba que, por norma, os japoneses evitam contacto físico durante o pagamento e não aceitam o dinheiro das mãos do cliente.

 

6Israel

Israel - Gorjetas
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Em Israel, os empregados de mesa e bartenders contam receber entre 10 e 15% da despesa total, em função da qualidade do atendimento. Manda a tradição que a gratificação seja feita em numerário. Não é vulgar que os serviços de restauração incluam o ‘serviço’ na conta, mas em locais mais turísticos isso pode acontecer. Se não souber ler hebraico, é melhor perguntar e confirmar antes de pagar. Por sua vez, os taxistas não esperam receber gratificação.

7Portugal

Portugal
D.R.

Embora sem qualquer caráter de obrigatoriedade, em Portugal existe o hábito de dar gorjeta, sobretudo nos serviços de restauração. Nas regiões turísticas, a expectativa de receber gratificação é mais elevada. O montante depende muito da circunstância e vontade de cada um, mas, por norma, o valor mínimo ronda um euro. Outra coisa muito comum é pagar um extra para arredondar a conta, quando o pagamento é feito com cartão.

FONTEAndrea Piacquadio, Pexels