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ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável
Lília Alexandre

Doutora em Engenharia do Ambiente e Técnica Superior de Ambiente
na ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável

É um problema global, que envolve muitas dimensões – ciência, economia, sociedade, política e questões morais e éticas – e que perdurará por décadas e séculos.

Só no mês de agosto, foram publicadas notícias quase diárias, na imprensa, sobre os eventos climáticos extremos e os seus efeitos: A seca na Europa está a caminho de ser a pior dos últimos 500 anos; Calor causa perda de gelo ‘sem precedentes’ em Svalbard, na Noruega; Península Ibérica mais seca até novembro, avisa relatório europeu; Inundações na Nova Zelândia obrigam à evacuação de centenas de casas; Cheias no Paquistão já provocaram 580 mortos. Milhares estão desalojados; A época de furacões do Atlântico está a começar cada vez mais cedo; O Ártico aqueceu quatro vezes mais depressa do que o resto do planeta nos últimos 40 anos; Julho foi dos meses mais quentes jamais registados no mundo; Em junho e julho, as ondas de calor massacraram a Europa, o Médio Oriente e a Ásia; Cenários de catástrofe mundial climática estão a ser ignorados, avisam cientistas; Chuva intensa inundou o tórrido Vale da Morte; Estamos a emitir 200 vezes mais CO2 do que as grandes erupções que varreram a vida do planeta…

O clima do mundo está a mudar a um ritmo e de uma forma sem precedentes. São fenómenos atmosféricos extremos, registados por todo o globo, que mostram as consequências da crise climática

De furacões que afetam comunidades no Caribe ao aumento do nível do mar no Pacífico, ondas de calor escaldantes e secas em toda a Europa, partes do sul da Ásia e África Oriental, a chuvas excecionalmente fortes causam dificuldades em todo o mundo, com milhares de pessoas mortas e milhões de deslocados. Os efeitos das alterações climáticas já estão a ter impactos nos direitos humanos, incluindo o direito à alimentação, água e saneamento, habitação decente, saúde, segurança pessoal e até à própria vida.

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou a 28 de julho uma resolução que, pela primeira vez, consagra universalmente o direito humano a um ambiente “limpo, saudável e sustentável”. O reconhecimento deste direito é de importância vital face à tripla crise ambiental – alterações climáticas, perda de biodiversidade e poluição.

A ZERO congratulou-se com esta decisão da ONU e relembra que este direito já é reconhecido em Portugal, por força do artigo 66.º da Constituição, relativo ao ambiente e qualidade de vida.

FONTE© Envato