“Projetamos menos 20% de precipitação até ao final do século. Vai cair cada vez menos, mas quando cair é em força. Vão ser cheias torrenciais em meios urbanos.”

Desde cedo somos bombardeados com o tema das alterações climáticas, mas na atualidade o tema torna-se real e bem mais sério.

Além da espécie humana há adaptações que demoram mais tempo acontecer e muitas vezes passam até despercebidas.

Na natureza, por exemplo, as árvores são elementos com uma dificuldade extrema em estabelecer hábitos com as mudanças repentinas de temperaturas, quem o explica é Rui Tojeira, Engenheiro Florestal.

Alterações climáticas afetam humanos mas não só - Rui Tojeira
Rui Tojeira, Engenheiro Florestal | Foto: Record TV Europa

“As árvores são espécies de crescimento lento e demorarão por isso muito tempo adaptar-se na totalidade. A estratégia que encontraram para se adaptarem foi a queda das folhas, em alturas menos habituais, para não gastaram tanta energia e evitam uma transpiração mais alargada.”

Isto explica a quantidade de folhas caducas que no verão voavam pelas ruas.

“Quando temos picos de calor as árvores transpiram, perdem a humidade que está dentro delas e perdem-na pelas folhas. Mas para não arriscar a madeira fissurar deixam cair mais folhas e assim evitam perder tanta humidade pela transpiração. “

Um sem número de incertezas no que toca ao clima com as quais nos confrontamos todos os dias.

“A projeção tende a acelerar e não a retardar. É necessário que as comunidades vão ficando sensibilizadas para isso. É preciso mais noção por parte, por exemplo de juntas de freguesias, das câmaras, das escolas. É preciso ter mais noção, todos nós precisamos.”

A explicação chega por João Paulo Carapau, climatologista, que explicou a forma como as cidades se vão preparando para estas novas rotinas.

Alterações climáticas afetam humanos mas não só - João Paulo Carapau
João Paulo Carapau, Climatologista | Foto: Record TV Europa

” O Plano Metropolitano pretende ser uma resposta estratégica. Tem nove setores que abrange e dá respostas objetivas, para conseguirmos a adaptação total nas condições que nos reserva o futuro no que toca às alterações climáticas.”

Na verdade, a forma como se prevê o futuro é já clara para muitos: Projetamos menos 20% de precipitação até ao final do século. Vai cair cada vez menos, mas quando cair é em força. Vão ser cheias torrenciais em meios urbanos.”

O que explica a forma como a seca tem assolado Portugal nos últimos meses, e a forma de força com que as chuvas têm caído.

FONTEMike B