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Rachel Ridgeway, mãe de seis filhos, tem, tecnicamente, apenas três anos a mais do que os seus bebés recém-nascidos. Os gémeos têm o recorde mundial de embriões congelados há mais tempo, com um nascimento bem-sucedido.

O parto recorde dos gémeos foi verificado pela Biblioteca Médica Preston da Universidade do Tennessee. A ex-recordista era uma criança chamada Molly Gibson, que nasceu em 2017. O embrião congelado dela fora armazenado durante 24 anos.

Os pais biológicos, que preferem manter-se anónimos, doaram os embriões ao Centro Nacional de Doações de Embriões (NEDC), nos Estados Unidos, em 1992.

Gemeos nascem de embrioes congelados durante 30 anos_5
Timothy e Lydia Ridgeway foram criopreservados em 1992 e nasceram em outubro de 2022 | © Envato

Os embriões doados são preservados, juntamente com milhares de outros, em nitrogénio líquido até serem transferidos. O NEDC foi criado em 2001 para ajudar famílias que precisam de auxílio na conceção ou que pretendem expandir os seus agregados, como foi o caso da família Ridgeway.

Anomalia genética 

A família revelou que a sua missão era a de trazer ao mundo o máximo de crianças que pudessem “Não terminaremos por aqui, se essa for a vontade de Deus”, acrescentam. Eles escolheram os embriões em dezembro de 2021.

“Esses embriões muitas vezes não são considerados, porque os potenciais pais não têm a clareza sobre potenciais desordens genéticas”, disse Rachel. Mas o casal não estava interessado se os embriões eram considerados bebés perfeitos ou não.

O NEDC informou a família de que o pai biológico dos embriões tinha morrido de ALS, a doença de Lou Gehrig, e, portanto, existem hipóteses de que os bebés possam vir a desenvolver esta anomalia genética também.

No total foram transferidos três embriões, porém somente dois conseguiram desenvolver-se. O nascimento aconteceu em 31 de outubro de 2022, após uma gestação de 38 semanas.

Quanto ao futuro, a família pretende contar aos filhos os pormenores que envolveram o processo de criopreservação e transferência de embriões quando os seus bebés forem “mais maduros para entender”.

FONTE© Envato