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Muitas vezes desvalorizadas, estas descobertas surpreendentes fazem parte do nosso quotidiano e já não conseguimos viver sem elas. Conheça alguns destes materiais, produtos e inovações.

Botox

Ideias e criações que valem milhões
© Envato

No final dos anos de 1960, o oftalmologista Alan B. Scott procurava um tratamento não cirúrgico para o estrabismo e recebeu de um colega bioquímico amostras da toxina botulínica. O sucesso da experiência levou a que, tempos depois, as autoridades americanas permitissem o uso em humanos. Mais tarde, um casal de médicos canadianos – a oftalmologista Jean e o dermatologista Alastair Carruthers – constatou a existência de novas potencialidades terapêuticas da substância. Para além de suavizar espasmos musculares, também reduzia os inestéticos ‘pés-de-galinha’ na pele que circundava os olhos dos pacientes. Em 2002 legaliza-se a utilização cosmética do ‘botox’ nos EUA, medida que serviu de rampa de lançamento para que o seu uso se afirmasse entre quem pretende contrariar os efeitos do envelhecimento.

Penicilina

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Alexander Fleming, bacteriologista no St. Mary’s Hospital, em Londres, há algum tempo que pesquisava substâncias capazes de matar ou impedir o crescimento de bactérias em feridas infetadas. Em 1928, o cientista escocês descobriu, ao observar ao microscópio, que uma das culturas de bactérias que estudava, tinha ficado com um círculo limpo no local onde um fungo entretanto se havia desenvolvido. A eficácia da penicilina – extraída do fungo penicillium notatum – ficaria comprovada e Fleming foi distinguido com o Nobel da Medicina, em 1945. Hoje, a penicilina é amplamente utilizada no combate a bactérias.

Aço inoxidável

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O britânico Harry Brearley era investigador num laboratório cujos clientes eram empresas produtoras de aço para o fabrico de armas. Empenhado em desenvolver uma liga resistente ao desgaste verificado nos canos das espingardas, Brearley tentava resolver o problema da erosão interna provocada pela explosão de cada disparo, que fazia com que o diâmetro da peça ficasse desadequado ao das balas. Após muitas tentativas, percebeu que uma das ligas testadas preservava a integridade das armas e deixava-as brilhantes. A mistura
continha 12% de crómio e formava uma camada protetora no aço, impedindo a oxidação das peças. Porém, as empresas produtoras só tempos mais tarde acreditariam que aquela era a solução para evitar que a ferrugem deteriorasse o aço.

Fósforos

Ideias e criações que valem milhões - fósforos
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Em 1826, John Walker inventou uns fósforos semelhantes aos que atualmente podemos encontrar em qualquer lado. Tudo aconteceu enquanto misturava alguns químicos que incluíam sulfureto de antimónio, cloreto de potássio, goma e amido. O químico inglês descobriu também que estes podiam ser acesos por atrito numa superfície áspera. Na ponta colorida da madeira existe potássio e parafina, que alimentam a chama. Enquanto na embalagem, há areia e pó de vidro, para gerar atrito e para produzir calor. Quando o fósforo é raspado, esse conjunto de substâncias ajuda a produzir uma pequena faísca e a madeira demora cerca de 10 segundos até ser integralmente consumida pela chama.

Velcro

Ideias e criações que valem milhões - velcro
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Ao reparar que, após um passeio, a sua roupa e o pelo do seu cão ficavam cheios de carrapichos, o engenheiro George de Mestral não descansou enquanto não percebeu porque é que aqueles resíduos secos de mato eram tão difíceis de tirar. Analisando os carrapichos ao microscópio deu conta de que as pontas em forma de gancho eram o que permitia uma fixação tão forte. Durante anos o investigador suíço estudou e desenvolveu um produto para aplicar no vestuário a que chamou velcro, palavra que resultou da junção de outras duas: ‘veludo’ e ‘croché’.

 

FONTE© Envato