Depois de ter os seus filhos, Sharon Barak sentiu-se ainda mais motivada para encontrar uma solução para o problema dos 91% de materiais plásticos que não são reciclados no mundo – ou seja, 350 toneladas de lixo não degradável que polui a Terra.

A maioria desse plástico só é usado uma vez e descartado logo a seguir. “Sempre soube que o mundo não estava a ir no caminho certo”, referiu.

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O plástico nos oceanos é um problema global. Muito deste material acaba por dar à costa poluindo os areais das praias | © Envato

Sharon é agora a Diretora de Tecnologia da start-up Solutum, que pretende implementar a inovadora invenção – material em muito parecido ao plástico, que se dissolve com água – no mercado convencional e que já ganhou vários prémios.

O mais recente foi o prémio da terceira competição anual de start-ups da Coller School of Management, da Universidade de Tel Aviv, na qual ganhou o investimento de 100 mil dólares do empresário Jeremy Coller.

Antes de lançar a sua invenção, Sharon trabalhava numa empresa de fabrico de plástico, como engenheira química no departamento de Pesquisa e Desenvolvimento.

Da sua experiência ela conseguiu ver, em primeira mão, todos os aspetos que dizem respeito ao plástico, as vantagens que o fazem tão rentável, mas também o facto de que as pessoas não o usam de forma responsável.

Desistir não é hipótese

Fundada em 2017, por Sharon Barak, a Solutum vende os seus produtos feitos de material 100% biodegradável a empresas de grande ou média escala. A empresa está com planos de abrir fábricas de produção nos Estados Unidos, mas ainda não divulgou a localização das mesmas.

Sharon espera que o seu plástico biodegradável possa substituir o plástico convencional, que está “a poluir o nosso ambiente e a causar um mal devastador à natureza”. “O plástico mata mais de um milhão de animais marinhos por ano e ainda é filtrado na nossa comida e nas nossas bebidas causando problemas de saúde às pessoas”, afirmou.

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Sacos feitos com o material hidrossolúvel que substitui o plástico | © D.R.

Sharon admite que inicialmente fundou a empresa para poder entrar numa competição de start-ups, que só conseguiu vencer à terceira vez que se candidatou. “Só porque alguém acredita que não és o vencedor não deves desistir. Algures irás encontrar alguém que acredita que és o vencedor”.

Ainda resta um único obstáculo para tornar o seu produto totalmente natural: a necessidade de encontrar tinta biodegradável para inscrever o logo da empresa nas embalagens.