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Câmera Record – E340 spot

15/10/2020

Ep. 340 – 18/10/2020

Sem respostas da polícia e movidas pelo desespero, muitas famílias arriscam-se em investigações particulares para desvendar crimes que envolveram os filhos. Estes pais detetives são o tema do Câmera Record, onde são narradas algumas destas histórias. Para além disso, haverá uma conversa com especialistas que avaliam o papel destas pessoas nos casos e revelam o impacto na vida de quem perde alguém num crime violento, as chamadas “vítimas ocultas”.

Uma dessas vítimas é Pedro Sebastião da Silva, pai de Bruno. “Eu olhei para o detetive e disse: ‘Doutor, eu vou encontrar o corpo do meu filho'”, relembra. A promessa revelava a falta de esperança de um pai sem notícias do filho há vários dias. E a promessa foi cumprida. Uma testemunha havia relatado que Bruno teria sido baleado e sequestrado. Pedro seguiu diversas pistas. Uma equipa da Record TV acompanhou uma das buscas que ele fez por conta própria e registou o momento devastador em que ele encontrou o corpo de Bruno.

Mas até onde os pais que vão em busca de justiça podem avançar com a sua própria investigação sem comprometer o caso? “Os pais ajuda-nos muito, porque, embora eles tenham a emoção, a aflição e a perda, eles ligam-nos sempre com alguma informação”, afirma Ivalda Aleixo, inspetora do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (DOPE) da Polícia Civil de São Paulo. Já o promotor de Justiça Paulo Panaro Filho tem um tom cauteloso ao falar das investigações por conta própria. “Eu não recomendo que nenhum cidadão o faça. Exija do Estado, exija que o Estado faça”, diz.

Um dia, o filho de Maria das Graças Nacort foi comprar cigarros e nunca mais voltou. Foi encontrado morto perto de casa. Para investigar a morte de Pedro, a mãe chegou a infiltrar-se entre moradores de rua. “Se alguém quer descobrir alguma coisa deve seguir os moradores de rua. Eles sabem de tudo”, afirma. “Se as pessoas soubessem o que é tirar a vida de um filho… Eles não mataram só o Pedro Nacort Filho, eles também me mataram”, afirma, emocionada. No Câmera Record, ela relembra como conseguiu ajudar a encontrar respostas para o caso.

De acordo com a pesquisadora Dayse Assunção Miranda, uma única morte brutal pode mesmo abalar bastante a família. “Tecnicamente, ‘vítimas ocultas’ é um termo cunhado para designar pessoas, parentes, amigos que tenham perdido alguém por morte violenta. Indiretamente, esses estudos mostram que essas pessoas têm a sua saúde mental afetada, a sua saúde física afetada e, principalmente, o seu quotidiano afetado”, explica.

Acompanhe estes casos no próximo episódio de ‘Câmera Record‘, domingo, às 22:45 (hora Lisboa).

Record TV Europa