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Câmera Record – E345 spot

19/11/2020

Ep. 345 – 22/11/2020

No segundo episódio do especial “Transamazônica – A Estrada Sem Fim: 50 anos”, que será emitido neste domingo, 22/11, o Câmera Record apresenta um formato pioneiro no Jornalismo da Record TV. O documentário foi produzido com tecnologia 5.1 Surround, que distribui o áudio em 360 graus e permite que o espectador se sinta dentro da reportagem. A equipa do Câmera Record continua na jornada de mais de dois quilômetros de estrada de terra, entre a poeira que deixa a vegetação vermelha e acidentes que impedem o avanço de carros e camiões. Neste trajeto desafiador, os repórteres encontram brasileiros muitas vezes desconhecidos do restante do país, carvoeiros, garimpeiros, indígenas, ativistas e prostitutas.

Além disso, a produção preparou um site exclusivo, com um mapa interativo, em que o público pode percorrer junto com os repórteres o trajeto pela Transamazônica. O conteúdo está disponível em R7.com/transamazonica.

No podcast especial, o editor executivo Marcelo Magalhães conta mais sobre os 50 anos da estrada a partir dos “Sons da Transamazônica”. A produção traz um áudio binaural, que permite uma distribuição espacial intensa dos efeitos sonoros. O podcast está disponível no R7.com, nas redes sociais do ‘Câmera Record’ e nas principais plataformas de áudio.

No programa que vai ser emitido na televisão, a equipa encontra trabalhadores em condições extenuantes nas carvoarias clandestinas. O fumo que sai dos fornos é sinal de uma série de irregularidades: a poluição do ar, o uso ilegal da vegetação e a exploração de mão de obra em condições análogas à escravidão. “A fumaça é cruel, ela prejudica muito o cara. E o ganho num forno desse é pouco. O cara trabalha porque não tem outro meio,” diz o carvoeiro Antônio Balbino.

O Câmera Record também cruza o rio Tapajós para chegar a Itaituba-PA, a terra dos “garimpos”. A corrida ao ouro faz o trabalho árduo se fundir, na esperança de uma vida mais digna. “A fome dói. É por isso que eu vivo batalhando. Para eu não ver os meus filhos passarem o que eu já passei,” desabafa o garimpeiro José Moraes da Silva, o “Bigode”. 

Nas chamadas “corrutelas” — vilas que se formam em volta dos “garimpos” — há toda uma estrutura para que os trabalhadores continuem a vida perto do sonhado ouro. Inclusive com casas de prostituição. “Cobro 300 reais por 10 minutos. E, numa noite, consigo fazer cinco programas. Quando está bom, seis,” conta uma prostituta, que prefere não se identificar.

E mais: as disputas de terra ao longo da Transamazônica. Vamos conhecer o fazendeiro que teve o irmão assassinado por madeireiros clandestinos, a viúva de um líder na luta contra a grilagem, que também é marcada para morrer e vive há quase 20 anos com escolta policial, e os indígenas Tenharim, que tiveram a reserva cortada ao meio pela estrada e que hoje se tentam proteger da invasão de “posseiros”.

Acompanhe estes casos no próximo domingo, às 22:45 (hora Lisboa).

Record TV Europa