Foi há dois anos que o mundo do futebol perdeu uma das suas maiores lendas. Diego Armando Maradona tinha 60 anos.

Por muito que o tempo corra sem parar, não há nada, nem ninguém, capaz de não se deslumbrar ou até emocionar com algumas das maiores obras de arte que o mundo já presenciou.

É no Louvre que mora a Mona Lisa de Leonardo da Vinci, um dos quadros mais emblemáticos e misteriosos que o nosso olhar já captou. É também nas teclas de um qualquer piano que podemos sempre ouvir Beethoven, Tchaikovsky ou até mesmo Mozart.

Mas a obra falada neste artigo foi oferecida pelo mágico do futebol. Uma lenda que permanece nos relvados e na alma do desporto-rei: Diego Armando Maradona.

A bola, os adeptos e, por vezes, até mesmo os adversários, todos sorriam à passagem do génio argentino. O seu futebol parecia pintado a aguarela, numa tela sempre pequena demais para o seu enorme talento.

O futebol de Diego Maradona proporcionava festejos que soavam à mais bela música clássica, daquelas em que nos sentamos a admirar com um sorriso rasgado e onde mais nada importa

Mas o herói imperfeito viu a fama torná-lo prisioneiro. Fora dos relvados, os problemas com as drogas foram manchando a carreira do argentino, mas nem assim os adeptos abandonavam o seu ídolo.

Até aos dias de hoje, Nápoles não esquece quem um dia chegou e levou o clube italiano ao auge da sua história.

Também a sua querida Argentina, a amada que Maradona jamais seria capaz de trair, o guarda no coração. Um amor que contou com a ‘mão de Deus’, acabaria por marcar o ano de 1986.

Há 36 anos, a perfeição vestiu o número dez da seleção albiceleste para desenhar um dos mais bonitos golos que o mundo já teve oportunidade de admirar.

Faz hoje dois anos que o coração de Diego Armando Maradona parou.

Por muito que o tempo corra sem parar, não há nada, nem ninguém, capaz de não se deslumbrar ou até emocionar com Diego Armando Maradona, passe o tempo que passar.

FONTEReuters/Jean-Paul Pelissier